A progesterona é um hormônio encontrado no ovário, na placenta e nas adrenais.
Óvulo, antes da fecundação, cercado por espermatozóides (azuis). Micrografia com aumento de aproximadamente 370 vezes
A progesterona, secretada durante a segunda metade do ciclo menstrual (aproximadamente do 12º ao 28º dia), é a substância responsável pela produção de muco no ovário, necessário para a fixação dos óvulos liberados durante a ovulação, que ocorre aproximadamente entre o 12º e o 15º dia do ciclo menstrual. Tem grande importância no desenvolvimento do óvulo no ovário e, após a fertilização, sua secreção contínua é necessária para impedir nova ovulação no período de gravidez.
Se a progesterona for ingerida do 5º ao 25º dia do ciclo menstrual, impede a ovulação. Por esse motivo, ela e outros hormônios (esteróides) sintéticos semelhantes são usados como método contraceptivo: as pílulas anticoncepcionais.
Os anticoncepcionais orais “enganam” o organismo, que se comporta como se estivesse secretando progesterona, o que impede a ovulação e, conseqüentemente, a fertilização do óvulo.
As pílulas são quase 100% efetivas como contraceptivos, porém seu uso deve ser indicado e controlado por um médico, pois podem apresentar efeitos colaterais, como:
– hipertensão;
– hemorragias anormais;
– acne; ou
– aumento no risco de formação de coágulos no sangue.
Para mulheres acima de 40 anos de idade e para as que fumam, recomenda-se o uso de outros métodos para evitar a gravidez, pois o risco do uso da pílula, nesses casos, é maior que o de um parto: pode levar ao câncer de endométrio, dentre outros riscos.
A progesterona é excretada como pregnanodiol, detectável na urina.