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Porque os vaga-lumes emitem luz?    

            No intuito de chamar a atenção de sua parceira, o vaga-lume acende sua “lanterna biológica”. A intensidade, a velocidade e a freqüência dos flashes variam de acordo com a espécie. As cores de suas lanternas oscilam do verde-amarelado ao laranja, passando pelo vermelho, cor emitida por um único grupo de coleópteros que só se pode encontrar no Brasil.(veja as espécies de coleópteros ao lado)
O fenômeno da luz brilhante é denominado “Bioluminescência” e diversos organismos possuem essa capacidade de emitir luz. Na definição geral, temos que é “o processo em que luz é produzida por uma reação química que origina no organismo”. A Bioluminescência é encontrada principalmente no fundo do oceano mas vaga-lumes também possuem esta habilidade.
Ambos os sexos de vaga-lumes fazem uso de  um padrão de flash específico que pode variar de um estouro curto a uma sucessão flamejante, contínua e longa. Em suma, a lanterna do vaga-lume é essencialmente um dispositivo de namoro; mas como o vaga-lume gera a luz de fato?
Pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, descobriram que a mesma substância responsável pelo controle da pressão sanguínea que leva à ereção do pênis, o óxido nítrico, (NO) serve de mensageira entre o impulso elétrico emitido pelos neurônios do vaga-lume e o disparo do flash luminoso. Durante os dois anos de pesquisa, os cientistas americanos demonstraram que a lanterna dos vaga-lumes se acende sempre que se estimula a produção do óxido nítrico.

Como os organismos Bioluminescentes trabalham?

A reação química que faz o emissão de luz é interessantíssima. Além do fato de ser algo que chame nossa atenção, é também interessante que 90 a 96% da energia produzida é convertida em luz, e somente de 4 a 10% é convertida em calor, o inverso de uma lâmpada comum!

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