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A Astroquímica é uma área relativamente nova, que está na interface entre a Astronomia, a Física e a Química tendo como foco principal o estudo da formação, destruição e abundância de moléculas em diversos ambientes tais como nuvens moleculares, regiões de nascimento estelar, nebulosas planetárias, discos protoplanetários, atmosferas planetárias, cometas etc. Um dos temas instigantes abordados pela Astroquímica é o estudo da química orgânica prebiótica para compreender a origem a vida na Terra. Dependendo das condições físico-químicas dos ambientes, as moléculas poderão estar na fase gasosa ou poderão estar condensadas na superfície de grãos de poeira interestelar, cometas, etc.

A astroquímica pode ser dividida em 3 subáreas: astroquímica observacional, teórica e experimental.

Astroquímica observacional

As moléculas podem ser observadas principalmente nos comprimentos de ondas de rádio e infravermelho. Muitas das assinaturas das mais importantes espécies iônicas e neutras moleculares são encontradas nos comprimento de onda de milímetros.

Astroquímica teórica

Tendo como vínculo as observações, modelos são desenvolvidos na tentativa de se descrever diferentes cenários químicos ou físico-químicos como, por exemplo, a evolução química de uma nuvem molecular em função das abundancias atômicas iniciais do tempo ou as principais reações químicas em certa altitude dentro da atmosfera  de um planeta

Astroquímica experimental

A Astroquímica experimental é uma ciência multidisciplinar que investiga, a partir de experimentos de laboratório, questões acerca da presença, formação e sobrevivência de moléculas em ambientes. A interação da radiação ionizante (fótons, elétrons ou íons) com moléculas, em ambas as fases, disparam processos dissociativos e reações químicas cuja conseqüência é um aumento contínuo da complexidade química nesses ambientes. Por exemplo, a partir do processamento de moléculas simples como N2, H2O, CO, NH3, formam-se moléculas orgânicas pré-bióticas tais como o aminoácido glicina (C2H5NO2) e a base adenina (C5H5N5). Nos experimentos que envolvem a fase gasosa são simulados, por exemplo, a componente gasosa do meio interestelar, atmosfera de planetas, comas cometárias e outros ambientes astrofísicos que contenham espécies  químicas na fase gasosa. Nos experimentos que envolvem a fase condensada investigam-se ambientes que estão baixas temperaturas (10 a 100 K) grãos de poeira interestelar/circunstelar, grãos de poeira em discos protoplanetários. Também são investigadas as superfícies congeladas de planetas/luas/asteróides, cometas, aerossóis em suspensão em atmosferas planetárias/lunares, etc.

Extraído de: http://www.sab-astro.org.br/cea/white_papers/WP-Astroquimica.pdf

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