Os compostos de arsênio foram venenos comuns usados por assassinos e suicidas desde os tempos dos antigos romanos até a idade Média. Os compostos de arsênio também foram amplamente usados como pesticidas, antes da era moderna dos compostos orgânicos. Embora seu uso tenha diminuído, a contaminação por arsênio ainda constitui um problema ambiental em algumas regiões do planeta.
As fontes de arsênio para o ambiente são os pesticidas, mineração, fundição (ouro, chumbo, cobre e níquel), produção de ferro e aço, combustão de carvão. A lixiviação de minas abandonadas de ouro, de décadas e séculos atrás, continuam sendo fonte significativas de poluição por arsênio nos sistemas aquáticos.
Assim, a principal forma de contaminação por arsênio é a ingestão de água, especialmente a subterrânea. Em muito lugares do planeta a água subterrânea constitui praticamente a única forma de obter esse líquido portável. Um característica importante, é que a maioria dos poços não seguem os padrões estabelecidos para a sua perfuração e uso.
Em águas naturais, o arsênio está presente principalmente na forma de compostos inorgânicos, onde possui as valências 3+ e 5+. A toxicidade das diversas espécies de arsênio decresce na seguinte ordem:
compostos de As3+ inorgânico > compostos de As5+ inorgânico > compostos de As3+ orgânico> compostos de As5+ orgânico. Em termos de intensidade, o As3+ inorgânico é 60 vezes mais tóxico que o As5+ inorgânico.
Em muitos alimentos, existem níveis secundários de arsênio, e, efetivamente, uma quantidade traço desse elemento é essencial para a boa saúde das pessoas. Entretanto, o excesso desse elemento causa câncer de pele e de fígado, e talvez, de bexiga e rins. A intoxicação por Arsênio provoca em casos menos graves, o aparecimento de feridas na pele que não cicatrizam, chegando a um estado mais crítico da contaminação podem aparecer grangenas, danos a órgãos vitais (Figura 2 e 3) e finalmente o câncer.