Em 1913 o dinamarques Niels Bohr refletia sobre a estrutura do Átomo estável. Sua linha de raciocínio seguia uma descoberta muito interessante feita muitos anos antes, em 1860, pelo alemão Robert Wilhelm Bunsen, mais conhecido pelo queimador de gás que leva o seu nome. Bunsen notou que quando substâncias ou gases eram queimados, emitiam alguma luz, sempre de uma cor particular. Por exemplo, NaCl queima com uma chama amarelada, comum a todos os compostos que contém sódio em sua composição (vapores do próprio metal sódio, aquecidos por uma corrente elétrica, emitem luz amarela: são as lâmpadas de sódio, que iluminam rodovias sujeitas à neblina, ou aquelas que fazem parte fundamental de espectrômetros óticos, como o de infravermelho). 0 que Bunsen também notara era que tal luz, se dirigida contra um prisma, era decomposta em ondas luminosas entremeadas por largos espaços de sombra. Isso era inquietante para Bunsen, pois sabia que o próprio Sir Isaac Newton havia notado nos idos de 1700 a propriedade do prisma em decompor a luz visível em seus componentes (do vermelho ao violeta), porém num espectro chamado contínuo, ou seja, o vermelho gradualmente dá lugar ao alaranjado, que gradualmente dá lugar ao amarelo, e assim sucessivamente até o violeta, sem nenhuma região de sombra, ou escura, entre cada transição de cores. Após os experimentos de Bunsen, os espectros “atômicos” ficaram conhecidos como “espectros de linhas” para diferenciá-los do espectro contínuo da luz branca.
Comentários